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Uma parte criativa e curiosa da História da Publicidade Brasileira!

A primeira conta a gente nunca esquece.

Como a conta publicitária da marca mais carioca das cariocas foi parar nas mãos

de uma jovem estudante.

"Com a morte prematura do dono da Agência, pra surpresa de todos, o Diretor de Atendimento sugere que algumas contas sejam indicadas para atendimento da estagiária!" E foi assim que um grupo de estudantes abriu a própria Agência para atender uma importante conta, 
a do Cachorro Quente Geneal." 
Estamos falando de um período entre 1978 e 1980. Trabalhando como estagiária no Studio Grafitte, uma pequena Agência de Publicidade do filho mais novo do dono dos Estaleiros Netumar, Lucia Judice era então uma estudante de Design da PUC, no Rio. Da criação, já estava sendo preparada por Lédio Duarte para começar a experimentar Direção de Artes e Atendimento.   
Lédio era o melhor professor possível. Com temperamento divertido mas ao mesmo tempo pavio curto, via na pupila uma boa base para trabalhar e preparava com ousadia e didática uma profissional aos seu molde. Assim, quando a família do jovem proprietário da Studio Grafitti, ainda em luto, entrou na Agência para desfazer-se da empresa e fecha-la, Lucia foi chamada à sala de seu diretor e ouviu a pergunta que mudaria sua vida:
 
"Fui convidado a ir para São Paulo tocar a editora Arbor, da família. Em vez de
abrirem mão das contas, Indiquei que que passassem todas para você atender
e dar prosseguimento. Você quer?" 
Aqui, cabe uma observação, nesta ocasião não havia jovens, principalmente mulheres, a frente das grandes contas. Quem assistiu a Série Netflix Mad Man sabe que este universo era tradicionalmente dos homens sênior. Mas, a confiança de Lédio era tudo o que precisava naquele momento e Lucia disse "sim", prontamente assumindo duas contas: a dos Cachorros Quente Geneal.
 
Em poucos meses montaram a Crayon Publicidade no prédio da Assembléia 10, um marco da modernidade empresarial na Cidade. A sócia, Marcia Coelho, também estudante de Design da PUC, deu ao grupo a segurança administrativa necessária e ambas passaram a responder pela criação da primeira e única conta que, como os próprios donos gostavam de falar,  era " a marca mais carioca de todas as cariocas!"
 
Falar da Geneal é acessar a memória afetiva de uma geração.  Esta frase está no site da marca, hoje e representa exatamente o que a marca é. O Rio de Janeiro da época dos Festivais de Canção, do Pier na Praia de Ipanema, do Circo Voador, dos jogos com Maracanã lotado onde a opção do cachorro quente era tão gostosa quando ver o gol do seu time! Entre as décadas de 1960 e 1970 O Rio era pura festa e o Cachorro Quente Geneal era uma espécie de marca registrada disso pois conseguia chegar perto do consumidor por meio dos pequenos carros Vespacar com carroceria adaptada para preparo do alimento na hora. Uma novidade que ganhou os cariocas na mesma hora. A sacada "genial" estava na fórmula caseira do pão e na embalagem, num saquinho de plástico que mantinha o sanduíche aquecido. 
Coma ameaça da força das lojas Bob's pela cidade, e o movimento social em torno da loja de Ipanema, a marca Geneal precisava de investimento pesado de Marketing para manter-se sólida. A conta não ficou muito tempo na Crayon, a competitividade das demais agências mais tradicionais de mercado a levaram mas, como sempre a marca carioca deixa alegria por onde passa, a Crayon cresceu e progrediu, conquistando outras contas como Banerj e Elevadores Otis. Para esta última, a Crayon começou a produzir apenas um jornal interno (house organ) que rendeu a simbólica compra do "primeiro Fusca" da equipe. Sinal de prosperidade em curso.
Mas isso é outra história para outro capítulo.